
Remando contra corrente, fazendo o giro inverso que a vida tinha me proporcionado. De 180º a 360º e sim, voltei ao mesmo lugar, regresso. Se for bom ou ruim, não sei, mas espero que volte, não pra ficar, mas com intensidade e potência além do real. Parece tudo escuro, um túnel e um único alguém, eu. Paro, penso, não vejo ninguém e nem aquela velha luz no fim do túnel que todos enxergam porem me sinto em segurança e não sei o real motivo de tanta satisfação consigo mesma. Não sei se é porque aprendi a contar comigo, comecei a contar meus próprios segredos, virei minha melhor amiga, é dessas que ninguém tem, quando estou sozinha, me beijo, abraço e falo coisas que adoraria ouvir de um timbre alheio e não recuo. Não gosto da solidão, aliás, tenho pânico, se excluir do mundo é arriscado e fora do script, eu simplesmente gosto do meu momento, de um eu só pra mim.
Uso e acho dez um salto alto, mas até dispensaria, gosto do pé descalço, dá sensação de liberdade e de vida e sem contar que é bem confortável, minha mania de andar de meia incomoda minha mãe, sempre reclamando que vão ficar encardidas, eu tento, mas logo estou com elas no chão. Pareço criança, mas não é mania, dessas chatas e ninguém me tira. Quero aprender a ser mais feminina, a gostar do glamour que as minhas amigas gostam, de saber conversar com um menino sem mostrar meu instinto másculo, ser mais mimosinha e aprender a usar perfume diariamente, sem esquecer. Acho um mimo quem não esquece o perfume e tá sempre exalando aquele cheiro gostoso e que sempre passa uma sensação doce e agradável.
Amo meus momentos a sós eu e o meu silêncio, meus pensamentos, meus delírios e minhas viagens frente a uma foto ou paisagem é incrivelmente brilhante. Procuro me amar, para me dar sentido, ver que sim alguém pode me valorizar e muito, com razão e que isso não é loucura e nem ilusão da própria mente. Desejos tenho um monte e já coloquei a mim, vou realizar um a um.
São tantas coisas que eu queria, mas a coisas que eu quero e tenho e incomoda muita gente, por se tornar chato é esse amor próprio, to pra ver mais chata que nós (eu comigo mesma). Não vivo sem mim, se fosse permitido ia ao cartório e comigo casava. Hoje eu vivo bastante pra mim, uma insegurança aqui e outra ali, normal, mas o eu só pra mim tá sempre reservado. Que seja um banho de mais de 30 minutos, um presente ou até mesmo uma foto, aprendi que de nada vale o seu auto desmerecimento e que tudo é pouco quando é pra si.
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