quarta-feira, 18 de maio de 2011

Estranho jeito, de amar!

Demonstrar amor pra mim é um tanto quanto peculiar, não sei dizer um “eu te amo”, “meu amor”, e até fazer carinho daquele jeito tradicional, todo queridinho cheio de apreço. Sinto-me estranha por tal motivo, mas no fundo trata-se apenas da sinceridade, da minha forma mais reciproca de demonstrar o que sinto, pra mim é um “idiota”, “bobalhão” e dar um beijo bem estalado e logo apertar as bochechas e saber que estou agradando, ao invés de meu benzinho pra cá e lindinho pra lá e isso sair ao léu. Meu “eu te amo” vem da ironia é um “não gosto mais de ti”, “te odeio” e abrir aquele sorrisão e saber que nessas palavras toscas a pessoa sabe o que realmente quero dizer e sabe o que sinto. Sei que o carinho carinhoso faz bem, só que meu carinho é assim bizarro, estranho e cheio de humor e eu gosto do mesmo. Pra mim tapas e beijos é o real entendimento de quem se deseja, até um puxão de cabelo e uma mordida é carinho, aquelas brigas sem motivos quem mais rendem risadas do que discussões, e também as DR’s que de nada valem e que depois é melhor ainda, é beijo pra cá e a impertinência transformada em carinho rolando solta. Pra mim, melhor que uma briga é depois dessa briga, ambos estão dispostos a serem melhores e o sentimento vem com tudo, atropelando e esquecendo o que antes atrapalhava. Sou bem contrária em relação as formas de amar perante todos, sei que saio do convencional e entro em uma coisa mais viril, tipo macho, porém curto o clássico, não dispensando claro, esse meu estranho jeito de amar, NUNCA. Acho mágico um beijo de surpresa, o carinho no pescoço, de ouvir quando menos se espera um “eu te quero”, de sentar no colo e ganhar carinho, de conversar ao pé do ouvido e ouvir da coisa mais fofinha a mais sacana de todas. De andar de mãos dadas, sentir-se segura na presença daquele outro alguém e saber que por segundos estamos com uma proteção alheia, gostosa e bem vinda. Dormir de conchinha pra sessar o frio e acordar nos braços de quem mais se quer e deseja. Estranhezas a parte sou mulher, sinto e muito, sou pretenciosa coisa e tal, mas não abro mão desse meu jeito estranho de amar, mais e mais. Se ele gosta que problema tem? Recebo e recebi da mesma maneira em troca, acostumei e agora atura. E ainda duvidam dessa minha e até nossa forma de demonstrar, quando se trata de fotos, não existe nenhuma que prove que somos normais, ambas são cheia de caretas e mil e um de trejeitos, mas pose não existe no nosso dicionário, acredite! Nossa sina era andar na contramão, meus sentimentos sempre foram tortuosos, cheios de curvas sinuosas e de pura adrenalina. Da coisa mais doente a mais lindinha, meu coração é o mesmo que de qualquer outro, um músculo oco e que também bate determinadas vezes por segundo, e que se engana achando que sente algo, afinal os únicos culpados são o cérebro e o cerebelo que aprontam tamanhas façanhas e que trabalham no mesmo ritmo. Melhor que um amor sério e bonitinho, só um amor louco, divertido e sincero e esse é o meu. Que atire a primeira pedra quem nunca quis um assim. Atirei, pegou no dono bonito, dei um beijo e passou, toma trouxa.



Um comentário:

  1. Estranho jeito de amar?
    que nada! esse é o mais gostoso!
    chegando agora, depois dá um pulo no meu blog se curtir segue lá, abraço!

    http://marcus-assis.blogspot.com/

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