
O que antes era uma coisa fácil, ontem foi o principio de um acordar com aperto no peito e sensação de angustia, uma noite que passou o sono se atrasando para chegar a mim, os pensamentos pesados e longe, um vira e mexe e os olhos estalados na escuridão, o medo invade, preocupa e torna tudo mais torturante.
Fixo o sono numa ordem mais vigorosa a mim, e de nada adianta, fico aflita, essas horas de sono desperdiçada me afligem, procuro porquês, mexo em sentimentos então quietos e acomodados e trago lembranças ruins e remotas. Psicológico seria, se eu não fizesse a força para atrair esse tipo de coisa, e nisso descubro, que o que a gente pensa é logo o que atraímos.
Nisso, e nessa perturbação toda, meu dia é afetado, sinto raiva, ódio, dor, carência, falta de atenção, quero colo, fico triste e começa um principio de fossa, sem eu nem por quê. Vou procurar meus amigos, sem saber o que falar e querer ouvir a calma para alma, mas não é assim que um barco navega.
Espirito ruim, cheio de sentimentos vazios que de nada valem, e não condizem com o meu eu, sou vivente, adepta do sorriso nos lábios, me sinto uma estranha nesse paraíso tão cruel. Quero dias alegres, com carinho mesmo que venha de uma conversa, mas não, passado insiste em atormentar, doer e machucar, e me questiono, até quando?
Acho que o frio me coloca isso tudo, quando paro pra pensar que o inverno foi palco de tanta coisa boa, e ruim também, mas que eu era uma pessoa melhor, mais centrada, mais eu. Estação que nos deixa com pensamento mais longe, puxamos uma coberta e os olhos já vão longe, se perdem no sono e algumas vezes nos deixa assim tão cri cri com a vida.
Preciso esvaziar a alma, deixar levar tudo o que não presta e compor um momento, claro, bonito e lindo de se viver. Gosto da primavera, onde avanço um ano, o clima já é mais indeciso e já me identifico e tem as flores pra contemplar o humor, o sorriso e a felicidade.
Outono nós estamos e olha quanto estrago já feito, ao invés das folhas que a ordem é cair, caem-se as emoções, os pontos fracos são acionados e o frio semelhante ao inverno, entra em ação e a onda fria, o vento minuano se predispõe a acometer e bagunçar o baú de memórias vividas e poucas vezes tentadas a serem esquecidas. Mas sobre tudo mesmo? O frio é bom, é nostálgico quando faz lembrar, que tudo valeu a pena e que o verão foi um espetáculo lindo, onde o ar quente e o céu quase sempre azul, eternizou flashs sensacionais e que as chuvas de verão quase sempre foram bem vindas, para esfriar e aquietar a alma. E que meu sono seja mesmo com todo frio, com todas temperaturas negativas que transmitem negativos pontos de memórias, seja quente, sonhador e me desperte mais vivente e alegre do que nunca.
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