Claro... eu bem que poderia estar entre um silêncio e outro, mas tu mais do que ninguém sabe que no fundo mesmo a mágoa fica e que todas essas tuas ações sem reações me afetam cada vez mais. Te fazer entender isso seria cruel, pra mim, te olhar apenas com a doçura de uma criança acaba me atordoando. Chegar perto e soar apenas um aperto de mão ao invés do beijo que eu tanto continuo a desejar. Semear um amor não é nada fácil, mas também não é muito dificil, amor é involuntário nasce, cresce, reproduz sem a gente perceber e pra morrer quase mata a gente também. Noites de sono acabam se tornando cada vez mais pobres, quando eu penso em não pensar mais em ti, acabo pensando, porque qualquer tentativa pensamentória é bruta, os caminhos insistem em levar pensamentos cheios de amor a uma imagem, a um nome que em fim são os teus. Minhas unhas quase inexistentes, não resistem muito tempo a uma camada de esmalte o nervosismo que até então não precisava existir, acaba chegando na minha alma que se agarra a uma lógica que diz não, mas insiste a um coração que clama por essa tua inconstância que muito me agride, mas que eu tanto quero. Pararia o mundo pra falar que a tua ausência é cruel, que essa tua abstinência sem sentido algum, me deixa até o último fio de cabelo sem reação, e me abstém também, e esse circulo vicioso de privações parece não ter fim. Não te procurar explicitamente, hoje é duro pra mim, antes era tão normal... hoje a força do silêncio me permite fazer enxergar a mancada que eu posso estar dando, e eu tenho fé nisso tudo. E digo mais, isso só me garante que eu tenho que te salientar entre uma palavra e outra, cada vez menos, te considero mais do que devo e tu me enxergas menos que deve. Irônico esse teu jeito que tudo parece estar bem, causa instigantes problemas pequenos e logo parece nada ter acontecido. Álias sou vitima desses teus "fast problems", mas nada a declarar. Aprendi que o silêncio fala por si só, sei também que quem cala consente, mas aqui é diferente quem cala observa e nada diz, só con(sente). Queria eu exorcisar meu coração e sentimentos, mas seria crueldade comigo mesma, por que no final das contas... é, eu sei que tu vai chegar, me invadindo e eu vou ceder, é o orgão oco aqui que insisti em bater por ti não é de ferro, e eu vou me amolecer no calor dos teus braços e então chegar ao mundo aquele, que só nós dois conhecemos. Te amar é contrapartida, já não sei mais como enfrentar a inúmeras variações de pessoas, sentimentos e até humor que sótu me fez conhecer. Então eu vou permanecer aqui, quieta e sem nada a dizer, o que era pra ser dito e feito já foi. Agora a reação tem que ser oposta, do outro. O fogo é cruzado, mas nesse fogo só tu não parece perceber que sentimentos também estão se cruzando e também se desmerecendo. É meu bem, acho que a indecisão de um homem é o que mais afeta a mulher que ele tanto congela, mas não abre não. Te renegar sim, assim de um jeito meio falso, porque afinal das contas cresces cada vez mais nesse coração acabado, mas que não cansa de te amar desse jeito burro e um pouco torto.
sábado, 4 de setembro de 2010
Tua abstinência.
Claro... eu bem que poderia estar entre um silêncio e outro, mas tu mais do que ninguém sabe que no fundo mesmo a mágoa fica e que todas essas tuas ações sem reações me afetam cada vez mais. Te fazer entender isso seria cruel, pra mim, te olhar apenas com a doçura de uma criança acaba me atordoando. Chegar perto e soar apenas um aperto de mão ao invés do beijo que eu tanto continuo a desejar. Semear um amor não é nada fácil, mas também não é muito dificil, amor é involuntário nasce, cresce, reproduz sem a gente perceber e pra morrer quase mata a gente também. Noites de sono acabam se tornando cada vez mais pobres, quando eu penso em não pensar mais em ti, acabo pensando, porque qualquer tentativa pensamentória é bruta, os caminhos insistem em levar pensamentos cheios de amor a uma imagem, a um nome que em fim são os teus. Minhas unhas quase inexistentes, não resistem muito tempo a uma camada de esmalte o nervosismo que até então não precisava existir, acaba chegando na minha alma que se agarra a uma lógica que diz não, mas insiste a um coração que clama por essa tua inconstância que muito me agride, mas que eu tanto quero. Pararia o mundo pra falar que a tua ausência é cruel, que essa tua abstinência sem sentido algum, me deixa até o último fio de cabelo sem reação, e me abstém também, e esse circulo vicioso de privações parece não ter fim. Não te procurar explicitamente, hoje é duro pra mim, antes era tão normal... hoje a força do silêncio me permite fazer enxergar a mancada que eu posso estar dando, e eu tenho fé nisso tudo. E digo mais, isso só me garante que eu tenho que te salientar entre uma palavra e outra, cada vez menos, te considero mais do que devo e tu me enxergas menos que deve. Irônico esse teu jeito que tudo parece estar bem, causa instigantes problemas pequenos e logo parece nada ter acontecido. Álias sou vitima desses teus "fast problems", mas nada a declarar. Aprendi que o silêncio fala por si só, sei também que quem cala consente, mas aqui é diferente quem cala observa e nada diz, só con(sente). Queria eu exorcisar meu coração e sentimentos, mas seria crueldade comigo mesma, por que no final das contas... é, eu sei que tu vai chegar, me invadindo e eu vou ceder, é o orgão oco aqui que insisti em bater por ti não é de ferro, e eu vou me amolecer no calor dos teus braços e então chegar ao mundo aquele, que só nós dois conhecemos. Te amar é contrapartida, já não sei mais como enfrentar a inúmeras variações de pessoas, sentimentos e até humor que sótu me fez conhecer. Então eu vou permanecer aqui, quieta e sem nada a dizer, o que era pra ser dito e feito já foi. Agora a reação tem que ser oposta, do outro. O fogo é cruzado, mas nesse fogo só tu não parece perceber que sentimentos também estão se cruzando e também se desmerecendo. É meu bem, acho que a indecisão de um homem é o que mais afeta a mulher que ele tanto congela, mas não abre não. Te renegar sim, assim de um jeito meio falso, porque afinal das contas cresces cada vez mais nesse coração acabado, mas que não cansa de te amar desse jeito burro e um pouco torto.
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