domingo, 19 de setembro de 2010

731, 24 enfim 2.

Eu posso comer o último bombom que me resta e ainda sim lembrar dele, “é eu poderia estar dividindo esse bombom com ele”. É justo nesse tipo de pensamento que a gente se baseia e enxerga o quão isso é bom e mal ao mesmo tempo. Mas nunca me falaram que pensar demais em alguém faria mal, aliás, faz um bem enorme ocupar a cabeça com quem a gente oferece sentimentos é muito mais edificante, ao invés de ocupar idéias toscas e sem sentido nenhum a gente opta pelo amor. Eu sei que o meu bombom não dá pra dividir através da mente, mas eu sei que em algum pedaço de chocolate eu posso encontrar um sabor exato e chegar mais perto, mais perto do sabor, da alma, do conjunto completo cheio de estragos, mas numa quantidade absurda e abstrata de tantas virtudes que eu tanto gosto. Entre tudo isso alguém já procurou entender o sentido real da vontade absurda de tentar e querer ter alguém? De certa forma seria impossível explicar entre uma palavra e outras coisas que nem o coração nos da forças para justificar. Porém em 731 dias eu cheguei perto de descobrir, ou melhor, eu descobri, mas nenhuma palavra foi suficiente para traduzir sentimentos entre uma frase e outra. Já cogitei a idéia e cogito de ainda tentar colocar em palavras todos os sentimentos que rolam e ultrapassam essa coisa chamada subconsciente e também o coração, mas dá? Não nunca deu durante 24 meses a gente descobre que o sentimento floresce e a voz se cala, que tentativas frustradas sempre irão surgir e sempre iremos driblar, obstáculos aparecem para nossa força crescer e em conseqüência da força o amor cresce também. Dois anos resultam em pelo menos pensar uma única vez ao dia, aprender a amar, dar sem esperar na tentativa de receber, confiar, saber que amizade vale mais que qualquer outra coisa e reconhecer todos os defeitos e ainda assim aceitar. É 731 dias seria banalidade para qualquer outra, mas não é a glória de saber que por mínimo que seja a gente tem por perto, distâncias bobas não é de nada o amor sempre clamou mais alto. No máximo que podemos fazer é se fazer indiferente com essas distâncias relâmpagos que insistem em querer amedrontar qualquer pessoa apaixonada. Devo confessar que nesses 24 meses, 731 dias vulgo 2 anos, aprendei, cresci e necessariamente amadureci. Ser feliz não dói é a gente que molda a felicidade que tanto deseja, e a divisão de bombom que eu queria pode vir a acontecer, mas sem planos e precipitações; pés no chão sempre. Deveria dar agradecer a alguém que me completou em cada dia, até mesmo quando não sabia. Contudo, ao invés de sutis agradecimentos, prefiro os gestos de carinho que esses sim sabem transparecer o quanto eu agradeço. Mudanças são possíveis, e através de todo esse misto de sentimentos incabíveis, ela se torna mais propicia ainda. Parabéns pra mim, pra nós, pra esse sentimento que apesar de parecer unilateral, floresce e cresce até hoje. Amar não é pecado, pecado é ficar sozinho e se prender a uma coisa que é chamada de medo. 24 meses, 731 dias enfim 2 anos te querendo, te amando e ao fim disso tudo compreendendo nós dois.

two years.

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