quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não tem igual.

Aquele cheiro que mora na curva do pescoço que é difícil de achar igual, ou melhor, NÃO tem igual, é ai onde eu me perco me enlouqueço e deixo o mundo me levar pelas entrelinhas da tua pele, do teu cheiro natural que tem a melhor essência com marcantes pontas de uma carinhosa sensibilidade afrodisíaca e até curto minha mania sensivel de pegar no lóbulo da tua orelha e amaciar carinhosamente. Poderia apostar no que fosse preciso, que se isso viciasse estaria no ápice da crueldade comigo mesma, me matando a fundo com um vicio que eu projetei a mim da maneira mais sutil e ponderada que me satisfaz e completa com felicidade. Se eu pudesse inventaria cápsulas dessa irredutível arma que me desarma e me afronta e me deixa sem mais palavras a serem mencionadas. Sentimentos rolam a solta, mas o reflexo maior surge depois, aqui; aqui dentro do peito, dentro do coração que insiste em não respeitar a razão que também pensa igual. Mais que um aperto de mão, é um abraço, um beijo na bochecha, uma palavra que sem perceber foi mencionada; qualquer sentimento solto aos quatros ventos sem a menor das percepções é válido. E eu insisto em deitar no teu peito só pra esquecer um pouco daquele mundo que a gente vive quando está em lados e lugares opostos. Preciso desse afago desses carinhos absurdamente raros que eu só encontro no calor dos teus braços. Qualquer incompatibilidade que já foi gerada entre nós, hoje é nula; no fim foi o querer contra a dúvida. Deixo-me envolver por cada palavra e quando ouço nossa música paraliso só pra te sentir o máximo perto de mim e assim te congelar por minutos num consciente que jamais alguém vai conseguir descrever e crer. O toque da tua mão, a suavidade do teu beijo; sabe quem tem igual? Ninguém! É quase uma impressão digital, só teu, tipo Rg. Uma vez que houve dúvidas desse teu carinho malandro, dessa tua personalidade variável e desse jeitão único me resta uma certeza, igual nas ações não há. Passaria uma tarde, uma noite um dia se preciso só admirando os teus traços e te dizendo o quanto me faz bem segundos secretos da tua atenção e companhia. Escrevo e logo risco teu nome junto do meu, mas isso por motivos de nos preservar de achar digno de segredo o que ainda existe. Aquele eterno clichê existencial entre nós há de perdurar, bem ou mal é uma marca nossa, raros os que têm igual. Na loucura de tentar procurar real sentido para esses efeitos nada colaterais que esse conjunto de trejeitos me causa, qualquer futura reação é lucro, e assim vou mantendo e sentido inúmeras dessas inexplicações.

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