sábado, 11 de setembro de 2010

Mar de amor.

De gota em gota nosso silêncio mais uma vez retorna, estranho seria se não voltasse. Me sinto em um chato incomodo que me prende a querer entender o porque de tudo isso. Mas ele grita também, nesse silêncio oportuno. Antes o nosso mar até parecia de rosas, e então pouco a pouco essas rosas foram secando e ficando apenas um mar, frio, escuro e que de vez em quando resolve respirar e florescer novas rosas. Caminho as vezes longas tardes, com a única intenção de te encontrar seja lá em qual esquina for, um suspiro o coração acelera e logo me deparo contigo, com o corte do teu cabelo que eu acabo conhecendo de longe e até no escuro, com a tua altura que me é tão familiar, que acabo te encontrando, (mas não igual) em tantas outras pessoas. Meu período vital então cai na real, não tenho... Mas seria crueldade poder ter sequer um misero do teu carinho, te ensinar a me amar, te mostrar que tudo não são flores, mas junto de ti construir um jardim e junto dele nascer o mais belo sentimento que eu nutri por tanto tempo, aqui... só comigo. Minhas expectativas sempre muito fracas não tem cacife suficiente para crescer e perceber que esse jardim pode nascer sim. Saberia, como sei chegar até a ti e dizer, mas não em palavras o quanto eu cavo um buraco cada vez mais fundo, e dentro desse buraco lá estás tu... Lindo, com um sorriso que pra mim é incansavél, com aquela tua risada gostosa que me faz rir também. Enfim eu descobri dentro de mim, tem um buraco ao qual tu reside mas não ocupa, o tempo e eu pedimos a tua ocupação mas parece nulo, tentativas até então nada conclusivas. Mas já é um outro dia, aquela quarta-feira, que pra mim foi o começo do fim de uma saudade que parece não acabar, me fez pensar que aquele frio serviu como mestre de cerimônia e selou um beijo, o mesmo beijo, o mesmo gosto, o mesmo sentimento e em contrapartida a intensidade diferente, mas que depois parecia ser a mesma. Fácil seria, se fosse realmente fácil, da maneira mais doce, mais sensivel, mais madura... mas não. É tudo dificil (mas não muito), complicado e dificil de achar saída nesse labirinto ao qual eu e tu, acabos nos perdendo em busca daquela saida, na nossa saida. Lamentar pode até parecer solucionador, mas não é só uma fase de colocar tudo pra fora, mas em lágrimas que depois vão amargurar e logo fazer gritar. Mas não adianta, eu poderia implorar... dele o jeito que tem, eu conheço e bem. Aquela voz roca que eu continuo insistindo em ter perto do meu ouvido, daquele nariz que tem todo seu charme... embora muitos e inclusive eu entrem em leve deboche, daquele cabelo ao qual eu insisto em passar a mão e deslizar na nuca e claro daqueles lábios que jamais vou querer longe dos meus. Insistir pode ser uma burrice, mas eu acho que quando não temos escolha alguma é que realmente somos burros, a minha escolha sempre foi ele desde aquela madrugada de março, entretanto não me abala em nada saber que ele não constrói qualquer tipo de plano sobre uma alguém como eu, se os mesmos existirem são secretos e desconhecidos até então. Na loucura do amor, todos somos leigos... quanto mais pensamos saber, menos sabemos e sempre aprendemos. Nossas liturgias virão, e tão breve vamos descobrir o que é realmente apostar em ter alguém e nesse mar naufragar em ondas vermelhas das rosas e cabiveis de amor.

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