
É olhar para o nada, para o infinito e começar a observar pessoas, momentos e situações e o foco mestre me remete a você. Parecendo assim que o regresso é uma opção única e exclusiva minha, mas não, são lembranças que voltam e se aproximam e a saudade que sucumbe e por fim a memoria que não se adapta ao sistema delete. Por inúmeras vezes esse amor, essa circunstância me propuseram períodos de frieza, indiferença, raiva, dor e nostalgia, mas ainda assim a comoção vem aproximasse e em questão de segundos um flash passado se instala e pronto. Efeito chave de cadeia esse amor volta a me perseguir e volto a me rotular sobre tudo que já se colocou diante de mim e dos meus olhos, sem a menor pretensão de uma longínqua expectativa e então a ficha cai retorno a fixa ideia de que esquecer não é necessário, mas sim preciso. Ludibriar a mim e a minha razão parece até fácil, porém isso é balela, não demora muito e então volto a encontrar o beco sem saída, e nesse beco se compõem inúmeros sentidos que se relacionam única e exclusivamente a um único alguém: você. Então evito, olho para o longe, procuro outra fixação que me desperte para o longe, e que me faça crer na hipótese que nada é para sempre, inclusive nós e isso só me sujeita a crer que o amanhã sempre vai diferente do nosso hoje e que em dias de humor alternado em parceria com o sentimentalismo transbordando afora do coração , tudo passa a acontecer porém nada se estabiliza e em grande declínio, as emoções entram. E quando pensamos estar em liberdade provisória, em expelir tudo o que me faz prisioneira de um nada que muito já foi tudo, vejo que estou presa e então esse nada me remete ao tudo. Unir forças, não mais para sair, mas sim com a única intenção de desviar instantaneamente que seja, e nessa base sem o mínimo de solidez, passar a procurar remediações e entre uma conversa e outra apenas... te deixar passar despercebido.
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