terça-feira, 20 de julho de 2010

Um roteiro como reflexão.

Chove lá fora, e lá estava eu na sala, deitada sobre o sofá com cobertas para disfarçar o frio que se apresenta, pego o controle e começo a selecionar algum canal, mas essa seleção parece não ter fim, então de repente logo dou de cara com um filme, que conta a história de duas mulheres, que sem se conhecer resolvem trocar de casas, ambas pelo mesmo motivo, uma desilusão amorosa. Enfim, logo no outro dia á troca das casas é feita, sendo que as tais moram em lugares bem distintos. Chegando aos seus determinados destinos, a fim de se desprender ao passado, elas então começam... ou melhor tentam levar um vida só, entretanto solitária... resumindo resolvem dar umas férias ao amor. Mas logo passa dois dias e uma dessas mulheres logo conhece um homem e se envolve, a outra então já não tem a mesma sorte, e fica na expectativa da tentativa de apagar aquele amor que simplesmente a deixou sem deixar respostas. Logo o envolvimento de uma dessas mulheres vai ficando cada vez mais forte, além do seu controle, e ela sente-se confusa. Porque aquilo poderia não passar de duas semanas. Já a outra resolve ir para o lado de amizades, e de cara já entrosa bem com todos. Um resumo geral de tudo isso, a primeira mulher quando menos espera, ouve do homem com o qual se relaciona que ele está apaixonado, e ela se silencia e logo parte a um beijo. A outra no final do filme se vê livre de todo seu passado amoroso que insistia em lhe aterrorizar e sem querer acaba descobrindo grande afeição por um amigo, que se encontra na mesma situação. Eu resolvi contar esse filme, porque o próprio nome já diz “O amor não tira férias”, e com isso, com esse nome, com esse roteiro ele me fez refletir que; Até que ponto outro alguém vai custar a entender o nosso amor? Até que ponto esse tal alguém vai querer o nosso amor? Ou... quando nós vamos, criar coragem o suficiente para entender que amar, nós sempre vamos amar, mas quando vamos ter entendimento suficiente para saber que todo esse nosso amor que não vem de uma reciprocidade mutua tem que se desfazer de nós? Acho que é difícil para qualquer ser humano, entender isso. Que um amor, apesar de todos os obstáculos, de todas as magoas, feridas que ele possa trazer, não conseguimos nos desprender. É quando tratamos de amor, somos seres humanos irracionais. Mas às vezes irracional é a forma que lidamos com isso. Porque questionamentos a parte, há razão sobre tudo isso. Apesar de sofrermos na busca por tal entendimento, até quando vamos ter que dividir o nosso amor? Tudo tem um principio divino, e claro esse principio é Deus, mas é ele que nos determina tudo isso ou somos nós autores que tudo isso que acaba se tornando uma palhaçada? A pergunta fica em suspenso. Mas certifique-se de que; a fulana, a ciclana e a beltrana sempre irão surgir, e você sempre se perguntando, porque EU tenho que me permitir isso, uma cobrança às vezes nos leva ao medo, e esse medo é o da perda. Irás me perguntar, o que essa história tem a ver com a do filme? E eu logo te direi toda! Vejamos alguém lhe diz que está apaixonado e que te ama, e você não menciona uma palavra e então chega o dia da despedida, e você vai... então de repente ou não você volta e vê que seria um erro deixar alguém que tanto te ama e que só através de uma despedida você acabou descobrindo o mesmo, isso é chamada perda de tempo. Muitas das vezes custamos a enxergar coisas que estão sobre o nosso nariz, e na maioria das vezes, estas podem trazer dores inexplicáveis. E finalizando, eu sinceramente queria descobrir, até quando essa minha divisão amorosa? Quando iremos chegar ao nosso resultado final. Analisando desta maneira parece algum calculo matemático, mas como presumo de tudo isso, vejo que é isso que nos falta, e já diz uma parte do filme, que ele sempre vai errar vai te fazer aceitar, você vai acreditar e acabar não se desprendendo. Mas certifique-se de que, tudo isso um dia chegara ao seu fim, como a segunda história, entretanto desse fim pode retomar um começo inesperado, e dessa suposta tristeza toda quem sabe um dia possa arrancar uma alegria, que nos faça entender que amar, independente de tudo e de todos é acrescentar a si próprio, se refazer a todo o momento e querer crescer sobre tudo isso.

- Esse texto corresponde a madrugada do dia 18 para o dia 19 que não foi uma das melhores, mas valeu o texto!

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