terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma falta.

Eu fico fingindo, fingindo e fingindo e me maltratando por dentro, será que mais vale um semblante feliz ao invés de olhos inchados sobre coisas desnecessárias? É e nisso eu optei por um sublime rosto feliz, que pelo menos consegue passar algo que ainda me faz vibrar, e onde mora o motivo de todo essa dissimulação? Mora no mês de julho, sim faz exato um mês, sem o cheiro da tua pele, as tuas mordiscadas no meu lábio, a minha mão por entre teus cabelos negros, a tua mania perseguidora de implicar diretamente comigo, do teu carinho bruto e da tua inconstância dia-a-dia. Tenho uma leve nostalgia também, das minhas, das tuas, das nossas preliminares pré-beijo. Sempre acontece uma engraçada demora até lábios se cruzarem. E hoje isso me incomoda, talvez porque tudo só acontece, por força de situação e pouco por ambos. Eu sei que tu pouco liga, por tudo que eu já tentei te mostrar, ou dizer, eu disse pouco. Essa tua cara de quem quer, mas ta difícil quando ta comigo é o que mais me vem à cabeça, logo me pego rindo. Tua estranha forma de conversar sério, pra mim sempre foi admirável, gosto quando teu ego se pronuncia, pra mim faz parecer o melhor cara do mundo. Teu jeito de falar, tua mania de digitar e alguma das vezes repetir incansavelmente uma palavra. Babaquices a parte eu sinto falta, afinal que babaca não sentiria falta de seu babaca par? Sou humana, tenho sentimentos reprimidos e fechados num mundo, que eu, mas tu também já estiveste. Sinto falta até mesmo das nossas briguinhas passageiras, das nossas cobranças sobre o português um do outro, das nossas confissões e até das provas de confiança. Esse mês que passou, houve sim uma ausência do corpo a corpo, mas acima de tudo da nossa dualidade, e de uma forma estranha contigo aprendi a ser dois. Com toda essa nostalgia que pra uns pode ser barata, inclusive pra ti, só eu sei que esse barato, ta me saindo é caro, parecendo fácil ou não, me pego numa prova de fogo e a questão mais temida é... Como quebrar esse gelo chamado saudade? Bem, poderia ficar em suspenso essa pergunta, mas eu ainda vou quebrar e te mostrar que por mais difícil que seja, eu me mantenho nesse silêncio necessário e obscuro, que tanto quer te procurar e abrir um clarão num mal chamado coração.

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